
"If you love me won't you let me know?"
Coragem. Penso que é preciso ter muita coragem para dizer a alguém que gostamos dela. Admitirmos que gostamos de alguém é simples e complicado (e quase sempre assustador!) ao mesmo tempo. Abrir o coração é tirar todas as armaduras e escudos, é perder todas as nossas defesas, sem nunca saber o que irá acontecer. É como se nos colocássemos em bicos de pés e fossemos cobertos por uma mistura de insegurança e vulnerabilidade. Sentimos-nos desprotegidos, como se alguém nos tirasse a roupa. Já me apaixonei várias vezes. Lembro-me perfeitamente do primeiro rapaz de quem gostei, foi no 3º ano e ele chamava-se Francisco. Foi "amor" à primeira vista. Gostei dele bastante tempo, mas ele nunca soube. Nunca fui daquelas pessoas com coragem suficiente para dizer: "estou apaixonada por ti". Talvez por ser tímida e ter dificuldades em me expressar, talvez por não saber que tinha essa coragem dentro de mim ou, então, porque nunca me tinha sentido segura para o dizer. Isto fez com que cometesse alguns erros. Conforme cresci, apercebi-me que se pudesse voltar atrás, fazia as coisas de forma diferente. Cheguei à conclusão que para gostarmos de alguém, temos, em primeiro lugar, de gostar de nós próprios. Ainda tenho de cometer mais erros. As pessoas têm medo de falar sobre os sentimentos. Torna-se mais fácil manter isso em segredo do que admitir e ser rejeitado. A rejeição assusta as pessoas. Mas isso só acontece porque as pessoas só vêem o seu lado negativo. Somos rejeitados por alguém, doí, muito mesmo, mas faz-nos crescer e ficar mais fortes. Mostra-nos outras oportunidades, outros caminhos. Há uns meses perguntaram-me quando é que é tarde para dizermos a uma pessoa que gostamos dela. "E se sentirmos que não a merecemos, por isso ficamos calados e vemos a vida passar-nos à frente, nunca avançamos porque não temos a certeza de que conseguimos fazer essa pessoa feliz, vale a pena dizer?" Respondi que nunca é tarde, não temos nada a perder. Sofremos mais quando guardamos tudo cá dentro. Ele estava preocupado que essa rapariga se afastasse dele. Acrescentei que se as pessoas são amigas não há motivos para essa separação. Quem podia adivinhar que poucos meses mais tarde, eu voltaria a apaixonar-me por ele. É este acaso que torna a vida tão interessante. Viver com os remorsos de ter ficado calada, é horrível. "So if you love me why'd you let me go?" Às vezes pensamos que aquela pessoa não gosta de nós e ela sente o mesmo. O problema é que ninguém dá o primeiro passo, pois este é o mais difícil e pesado de todos, então segues em frente. E acabamos por chegar a um ponto em que só seguimos em frente, paramos de sentir, paramos de viver. Construimos uma muralha à nossa volta. Essa muralha vai afastar todas as pessoas que gostam de nós e sufocando lentamente, vai matando-nos, sem nos darmos conta. Quando estamos a tentar colocar-nos em bicos de pés, o corpo treme, milhares são os pensamentos que passam pela nossa cabeça, duvidamos se devíamos tentar, os joelhos ficam fracos, achamos que somos os maiores parvos à face do planeta. E ficamos em bicos dos pés, esperando, sonhando com o que acontecerá. As expectativas são traiçoeiras e aleijam. O ser humanos não foi feito para viver sozinho, e na realidade, todos nós queremos encontrar a pessoa capaz de se entregar a nós e que nos dê segurança suficiente para nós nos entregarmos também. Alguém que nos faça sentir bem, que faça os nossos olhos brilhar, que me deixe um sorriso parvo colado na cara. Temos de nos preparar para uma eventual desilusão (as pessoas não são perfeitas) e sempre que isso aconteça, devemos impedir que o espírito de Eu-Desisto se agarre à nossa mente. Guardar as coisas boas, aprender das más e ultrapassa-las. Há pessoas que só se focam na dor, é só isso que conseguem ver e sentir. Há que saber libertar todas essas energias. Porque a seguir a um dia mau vem sempre um dia bom, é um ciclo. E, para mim, o melhor remédio para os problemas de amor é chorar e dormir.
Coragem. Penso que é preciso ter muita coragem para dizer a alguém que gostamos dela. Admitirmos que gostamos de alguém é simples e complicado (e quase sempre assustador!) ao mesmo tempo. Abrir o coração é tirar todas as armaduras e escudos, é perder todas as nossas defesas, sem nunca saber o que irá acontecer. É como se nos colocássemos em bicos de pés e fossemos cobertos por uma mistura de insegurança e vulnerabilidade. Sentimos-nos desprotegidos, como se alguém nos tirasse a roupa. Já me apaixonei várias vezes. Lembro-me perfeitamente do primeiro rapaz de quem gostei, foi no 3º ano e ele chamava-se Francisco. Foi "amor" à primeira vista. Gostei dele bastante tempo, mas ele nunca soube. Nunca fui daquelas pessoas com coragem suficiente para dizer: "estou apaixonada por ti". Talvez por ser tímida e ter dificuldades em me expressar, talvez por não saber que tinha essa coragem dentro de mim ou, então, porque nunca me tinha sentido segura para o dizer. Isto fez com que cometesse alguns erros. Conforme cresci, apercebi-me que se pudesse voltar atrás, fazia as coisas de forma diferente. Cheguei à conclusão que para gostarmos de alguém, temos, em primeiro lugar, de gostar de nós próprios. Ainda tenho de cometer mais erros. As pessoas têm medo de falar sobre os sentimentos. Torna-se mais fácil manter isso em segredo do que admitir e ser rejeitado. A rejeição assusta as pessoas. Mas isso só acontece porque as pessoas só vêem o seu lado negativo. Somos rejeitados por alguém, doí, muito mesmo, mas faz-nos crescer e ficar mais fortes. Mostra-nos outras oportunidades, outros caminhos. Há uns meses perguntaram-me quando é que é tarde para dizermos a uma pessoa que gostamos dela. "E se sentirmos que não a merecemos, por isso ficamos calados e vemos a vida passar-nos à frente, nunca avançamos porque não temos a certeza de que conseguimos fazer essa pessoa feliz, vale a pena dizer?" Respondi que nunca é tarde, não temos nada a perder. Sofremos mais quando guardamos tudo cá dentro. Ele estava preocupado que essa rapariga se afastasse dele. Acrescentei que se as pessoas são amigas não há motivos para essa separação. Quem podia adivinhar que poucos meses mais tarde, eu voltaria a apaixonar-me por ele. É este acaso que torna a vida tão interessante. Viver com os remorsos de ter ficado calada, é horrível. "So if you love me why'd you let me go?" Às vezes pensamos que aquela pessoa não gosta de nós e ela sente o mesmo. O problema é que ninguém dá o primeiro passo, pois este é o mais difícil e pesado de todos, então segues em frente. E acabamos por chegar a um ponto em que só seguimos em frente, paramos de sentir, paramos de viver. Construimos uma muralha à nossa volta. Essa muralha vai afastar todas as pessoas que gostam de nós e sufocando lentamente, vai matando-nos, sem nos darmos conta. Quando estamos a tentar colocar-nos em bicos de pés, o corpo treme, milhares são os pensamentos que passam pela nossa cabeça, duvidamos se devíamos tentar, os joelhos ficam fracos, achamos que somos os maiores parvos à face do planeta. E ficamos em bicos dos pés, esperando, sonhando com o que acontecerá. As expectativas são traiçoeiras e aleijam. O ser humanos não foi feito para viver sozinho, e na realidade, todos nós queremos encontrar a pessoa capaz de se entregar a nós e que nos dê segurança suficiente para nós nos entregarmos também. Alguém que nos faça sentir bem, que faça os nossos olhos brilhar, que me deixe um sorriso parvo colado na cara. Temos de nos preparar para uma eventual desilusão (as pessoas não são perfeitas) e sempre que isso aconteça, devemos impedir que o espírito de Eu-Desisto se agarre à nossa mente. Guardar as coisas boas, aprender das más e ultrapassa-las. Há pessoas que só se focam na dor, é só isso que conseguem ver e sentir. Há que saber libertar todas essas energias. Porque a seguir a um dia mau vem sempre um dia bom, é um ciclo. E, para mim, o melhor remédio para os problemas de amor é chorar e dormir.
1 comentário:
Gosto muito, faço minhas as tuas palavras :)
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