5 de novembro de 2008

Desvanecer


E quando a luz se apagar e o silencio se espalhar por meus olhos, quando a terra consumir a minha matéria, o suporte da minha alma, quando o meu coração deixar de viver e os meus pulmões se esvaziarem, quando tudo o que eu fui, sou e poderia vir a ser se desvanecer num horizonte incerto, quem me irá segurar a mão? Ficarei na alma do mundo. Este não se importaria, mas deixaria de ser o mesmo, seria um mundo com as coisas que vi e toquei, com tudo o que conheci, mas sem mim. E quando esse momento chegar, e a minha consistência se tornar inconsistente, disforme e confusa, quero que sejam as fotografias que tirei que me descrevam e não as palavras ou actos de disse e cometi. Quero dar a conhecer a minha visão do mundo. Não! Ela não tem interesse. Quero despertar momentos e trazer recordações! Quero entregar-me às cinzas, mantendo vivas as cores do meu ser dentro de outro ser. "A memória total do mundo". Às vezes, morre-se-nos o interior, enquanto o exterior ainda emite uma aparente forma de vida. Essa é a pior morte: a morte da vida.

3 comentários:

Anónimo disse...

tens smpr aqui a minha mão se uma dia precisares de uma

IN disse...

oh ju minha alma volta já para o teu corpo! (eu)* :)
...
P.s.:I love you

Daniela disse...

Tu mudaste o mundo à tua maneira! Mudaste o meu :) Ensinaste-me novas coisas, mostraste-me sítios que nunca tinha estado... ajudaste-me a descobrir uma parte de mim.

Merci cherie*