9 de janeiro de 2010

Um monte de pensamentos soltos


O que é que está a morrer?

Quem é que está a sucumbir?



Somos nós que somos assombrados por pensamentos que nos matam ou somos nós que procuramos a morte com pensamentos?
E se nos tirarem o nosso ponto de equilíbrio? E se perdermos a sanidade? Não quero cair.
Deixamos arrefecer, cuspimos labaredas, entregamo-nos à rotina, afastamo-nos, trocamos os pés. Mas eu não fiz nada isso.
Desculpa o meu estado.
Desculpa a minha má gestão de tempo.
Parem com as bombas, baixem as armas! Que estou cansada e sem força.
O que acontece depois? O que acontece?
O meu corpo corrói-se, a minha mente ataca-me, como é que a faço parar? Engolir a seco, rebentar com as correntes que apertam a garganta, a voz sai tremida.
O que é que nos falta? Falta-me tempo, falta-me ar. Para onde foi o ar?
Apaga depois de ler, porque nada faz sentido. Apanho uma frase e escrevo.
Apanhas um pensamento e guardas-o numa gaveta. Ele é recente? Está aí à quanto tempo? Às vezes sinto que ainda tenho de competir. Eu sei que podia ser diferente. Podia ser melhor.
Eu devia ser melhor e não sou.




Este é o meu auto-ataque, qual é o teu?

1 comentário:

Daniela disse...

O meu ataque? Eu ainda não sei, mas não vai ser bonito... com tanta coisa para fazer de certeza que nem tudo vai ficar bem :x