4 de fevereiro de 2010

Dispersão


Hahaha, há um riso nervoso. Tiques com pensamentos.
Precisamos sempre de fazer sentido?



E depois eu ataco-te com cócegas e tu respondes à letra na minha orelha. Rir até doer, rir até chorar. Chorar e depois rir e depois chorar e depois rir outra vez para tornar os meus olhos os mais bonitos que já alguma vez viste.

Existem partes do meu passado que não me trazem saudades. Existem partes quando me sentava no chão a apanhar sol, quando tu ainda não me trazias brilho.


Brincam aos cowboys e aos espiões.
Verdade e Consequência, um jogo muito estranho para certas pessoas. Um futuro muito distante também.


Até parece que já sinto a areia entre os meus dedos do pé. Está fria mas tu estás aqui. Está tudo bem, não há ninguém, só nós e isso é delicioso.
Eu acho que vale a pena.



A dispersão está nas palavras porque os pensamentos, esses são limpos e transparentes como o nosso mar.

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