
Já aconteceu tanta coisa, tanta coisa e tão pouca e insuficiente ao mesmo tempo. Já não somos o que éramos, nem nunca mais seremos. Ainda bem.
Eu ainda sonho com muita coisa, acordada e a dormir. Às vezes volto atrás, no tempo e no espaço, para me recordar como eram os dias. Eram tão fáceis e brilhantes. Olho para trás para ver a minha evolução, para ver como as peças se encaixaram.
Passamos por tantas situações, situações em que nos sentimos perdidos, alienados, parte de uma outra dimensão, onde não há mãos ou sorrisos, não há abraços ou ouvidos e sentimo-nos sós. A mudança vem de dentro para fora e começa com o esvoaçar da borboleta. Sabe bem compreender isso, não há pontas deixadas ao acaso.
Os amigos vieram e foram e já nem nós precisamos deles nem eles de nós, a realidade é outra e o que ficam são as memorias de um tempo passado. Que interesse teria uma reunião onde cada um falaria dos seus novos amigos, amigos que são exclusivamente seus? Cada um seguiu com os seus objectivos, cada um tem necessidades novas, que vai tentar suprimir com pessoas novas, por muito que pareça uma ideia retorcida.
Eu só guardei um: o meu melhor amigo. Necessito dele e ele de mim, ele cativou-me e deixou de ser só ele para ser um bocado de mim também e isso é mais difícil de lavar. É bom crescer com ele ao meu lado, sinto-me mais saudável.
2 comentários:
Huum.. não sei se concordo com a tua pergunta em relação à reunião de amigos, ao interesse que ela teria. Se assim fosse, cada vez que nos separassemos de uma turma (por exemplo) diriamos "foi um prazer conhecer-te, boa sorte com os teus novos amigos"? E também não concordo (ahah hoje estou do contra) com o não precisarmos desses amigos nem eles de nós... mas isto é apenas a minha opinião...
Ao contrário da Daniela eu concordo. Ou as coisas se tornam firmes, fortes enquanto são, ou se não, quando deixam de o ser caem-nos pelas mãos como se fossem areia.
O porquê de não ter interesse de marcar uma reunião com essas pessoas em que cada um fala dos seus novos amigos, ou dos seus novos objectivos ou necessidades, é a mesma pela qual não vale a pena contarmos as nossas experiências aos outros. Se fores de viagem ninguém vai sentir a euforia com que a contas no final, a euforia com que não te cansas de repetir as mesmas histórias. Porque foi uma experiência tua! Tu viveste aquilo e sentiste-o. Agora os outros não o sabem, não o sentem como tu. As coisas não acabam porque não valeram a pena, as coisas acabam porque felizmente ou infelizmente (ninguém entende)há outras coisas que tem de começar. E nós somos apenas um. e UM pouco pequenos para dar-mos atenção a tudo o que queremos. Muitas das vezes esquecemo-nos de nós mesmos.
Um beijinho cheio de sorrisos para ti* porque sei que serás sempre tu. Diferente, mas nunca mudada por completo.
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