Às vezes penso no passado, penso em coisas que já não me lembrava, coisas bem enterradas na minha mente.
Para viver o presente é preciso aceitar o passado.
Gostaria de dizer coisas que não disse no tempo em que deveria ter dito. Não acho justo trazer isso de volta, só para fechar gavetas.
Sou tão nova e tenho a sorte de já ter tido tantas experiências. Queria dizer as coisas, mas ninguém quer ouvi-las ou lê-las. O tempo dá-nos a hipótese de vermos com mais nitidez e claridade.
Tenho medo de me esquecer das coisas com a idade, eu gosto das memorias, eu gosto de historias.
Houve tanta gente que já gostou de mim, é algo que eu não entendo ainda. Não me considero nada de extraordinário, mas também não me consigo ver de forma imparcial. É mais fácil acreditarmos que temos algo de errado do que nos acharmos os melhores do mundo e sermos considerados ridículos e convencidos, como muitos que caminham por aí...
Acho que nunca dei a ninguém a hipótese de me conhecer totalmente, fui espalhando bocadinhos aqui e ali, queria ser interessante.
Desculpa. Era um bom coração, não merecia ter sido iludido por duas vezes, não foi por mal.
Gostava de ter uma família mais unida, de passar mais tempo com o meu primo como antigamente
A dúvida traz medo, o medo congela. Não há nada pior do que perguntarmos algo e não obtermos resposta.
Foi isso que eu fiz, não dei respostas porque não saberia o que responder. Como é que alguém sabe o que sente? Sentindo, claro, mas o pensamento intromete-se e faz-nos questionar se realmente sentimos. Sempre pensei demais e por isso afastava-me, afastava-os...
Devia gostar mais de mim. Isso faz muita falta às pessoas, ninguém cultiva o amor-próprio, eu pelo menos não.
Podíamos ser muito mais do que somos, mas não nos convém. Temos tanta pretensão de ser alguém e depois nada, um grande espaço branco.
Sou a primeira a atacar-me. Cada vez mais evito olhar-me ao espelho. Gosto da minha cicatriz, agora. Acho-a bonita, na sua forma torta de ser. E das minhas mãos porque tenho dedos pequenos e dos meus sinais.
Gosto da minha mãe, mesmo quando ela fica nervosa, a Inês também gosta.
Não gosto que me enganem, não gosto que me mintam, sempre tentei evita-lo ao máximo. Não sou hipócrita, não preciso disso nem de mentir, não sei porque gostam de fazer isso comigo...
Deixei tantas palavras por dizer para não ter me de chatear, isso deixou-me louca, com vontade de gritar tudo cá para fora. Existem momentos em que sinto tanta raiva, tanta energia má que sinto os dentes a cerrarem-se e um enorme impulso de atacar. Contenho-me, não gosto de violência.
Os amigos nem sempre o são. É de onde vêm as flechas mais dolorosas.
Podia ter sido de outra maneira. Eu avisei-te, eu sabia o que ia acontecer.
Mas depois acontecem coisas boas, as relações são para ser boas. São para nos tornarmos melhores, trazer o que há de melhor em nós ao de cima. Obrigado.
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