10 de janeiro de 2012

It's easy babe, to make it hard

As viagens de transportes públicos andam a passar-me tão ao lado, passam as paragens. Olho pela janela mas o que vejo está dentro da mente, ou não vejo sequer. Não há nada como a sensação de estar à beira de alguma coisa. É como estar naquele momento final de equilíbrio antes da queda. Fui eu que me coloquei lá...
E entro numa espécie de transe e ponho-me a analisar as situações, as acções. Guardar não é bom, mas nada sai cá para fora. E mete-se o medo e tantos outros. Realmente houve algo de desaprendi...
Começo a pensar porque é que não me arrependo da decisão que tomei. Dizem que pensar faz mal, é capaz de ser verdade para alguns assuntos.
Começo a pensar porque é que deixo de ter a noção do sitio onde estou. Começo a saber porquê.
Então vêm as entranhas e reviram-se e contorcem-se e puxam e dizem "vais cair", dizem pára. Credo! Tanta coisa!
Estou a tentar arranjar forma de dizer o que quero sem dar a entender o que é isso. Porque se fosse por ele, gritava e vomitava tudo cá para fora. Aperto-o mais um bocadinho, ele queixa-se e pia baixinho. É bem feita.
AH! E os acontecimentos da vida! Raios! esses mesmos...

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