Era aquele aperto. Ser algo e passar a ser nada. Pior que isso! Passar a ser um nada magoado, com dores e feridas. Olhar para dentro e sentir nada, sentir partido, sentir os escombros que me foram deixados. Obrigado. Fugia, o que é que se pode fazer contra a natureza devastadora da tua partida? Nada. Era o que eu estava, era o que eu era.
E de repente comecei a ser um nada em recuperação e a ter algum significado e era bom. E era mau...era muito mau. Ainda é mau, às vezes. Às vezes quando a noite invade-me os pensamentos e vem com todos os seus demónios. Faz-me pedir que venha a manhã e que te traga com ela para junto de mim. Porque o junto de mim é bom. E eu só lhe peço que me deixe fingir que estou a dormir enquanto me dás miminhos para eu acordar.
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