E todos os dias torna-se mais difícil carregar este cadáver. Este peso morto que me atrasa, que me prende. Esta matéria putrefacta que me puxa para trás, tapa-me os olhos até deixar de cheirar, aperta-me as mãos para que não veja e agarra-me o coração para que eu não seja. O cadáver fica mais pesado todos os dias, fica mais morto, mais faminto de vida, apodrece. Leva-me para sítios escuros sem ninguém. Morre e leva-me com ele.
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