Enquanto fazíamos a estrada, meu amor, lembrei-me de como gostava que a vida fosse assim. Andar de lugar em lugar, tu, eu, as máquinas fotográficas e rolos infinitos. Talvez fosse tudo mais simples e mais completo, fazer o que gostamos com quem gostamos.
Aqueles momentos, antecedidos de outros tantos, a fúria do mar que pareciam bombas a rebentar, a chuva que teimava em cair. Assobiavas uma musica que eu tentava cantar. E eu pensava no infinito. E na linha do horizonte, escondida atrás de tanto nevoeiro.
Voltamos amanhã.
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:)
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