1 de novembro de 2012

Não vês.
A morte está a olhar-me nos olhos e viras a cara.
Já deves ter visto muitas coisas.
Para quê cansar mais os olhos.
Há dias em que o vazio se apodera e vem o meu pior
Há dias em que o amor não mora perto de nós
Só a distancia e o frio.
Os dedos contorcem-se, os pensamentos roem, as almas torcem-se
esperançosas que saia algo, que se mostre algo.
Mas guardamos e guardamos e aguardamos
que volte o calor, que voltem os braços que nos seguraram
(que nos prometeram segurar)
A força vai buscar-se sabe lá Deus onde,
é só mais um dia.

Sem comentários: