E isso faz-me pensar noutra coisa.
És tu que me prendes aqui. E eu não sou pessoa de ficar aqui. Mas vou ficando, por ti.
Porque quero que me conheças, que eu seja a mais especial para ti. Para te poder contar tudo o que passamos juntos. Não quero que vivas com uma pessoa a menos e essa pessoa ser eu.
Por isso, prendo-me a ti. Prendo-me a ti até teres memória suficiente para saberes quem sou. E o meu nome não ser só um eco nas tuas lembranças mais remotas. E vou contrariando a minha natureza por ti. Às vezes custa, doí mesmo, ter de ficar, mas tu és tu, és o teu nome, és o teu nome para mim, mesmo quando há dias em que insistes em não o ser. Tu és tu na maior plenitude que consegues. Não sabes o bem que me fazes, nem precisas.
Quando acordas e sorris para mim, eu não preciso de ir. Há dias em que posso ficar.
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