Eu acredito que há um grande momento que nos muda por completo, que de certa forma acaba por definir quem somos. Pode ser bom ou mau, algo aparentemente insignificante que só com o tempo lhe damos importância. Pode ser um sitio ou uma pessoa. Hoje descobri o meu.
Todas as sextas, todos os domingos eu definia-me, sem saber. É tão meu, tão eu, a razão do ser, do estar e não querer estar. Sou eu, em todos os sítios, todos os caminhos.
Sou as estradas, o vento, a mão de fora, o corpo de fora, o pôr-do-sol nos cabelos, as curvas incertas, a inquietação de não ter destino.
Vou ser sempre isto, é inevitável.
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