1 de junho de 2013

À beira.
Estou à beira. Sou uma pessoa à beira.
Ninguém me empurra,
o problema é que ninguém me puxa.
Não há mãos estendidas.
Não há braços abertos.
Não há entendimento.
Há pessoas. Muros de pessoas.
Quietas, paradas. Imóveis. Inertes.
E não há como sair
Ilesa.

Sem comentários: