15 de dezembro de 2008

Maps (...) they don't love you like I love you


"E o esplendor dos mapas, caminho abstracto para a imaginação concreta."




O ser humano, por mais tecnológico que seja, ainda não vem equipado com um mapa, por isso é que nos perdemos tantas vezes. Eu gosto de mapas e gosto de me perder. Todos devíamos aproveitar melhor as pequenas e doces oportunidades que nos são colocadas para nos perdermos. E o melhor é ter a perfeita consciência de que nos desviamos do plano. O Plano! Como eu não gosto de planos, são aborrecidos e limitam a alma. E a minha alma gosta de correr livre, ao sabor do vento. Não planeio muito a minha vida. A planificação faz-me criar expectativas e eu desiludo-me com uma certa facilidade. Não escolho nem penso no que vou vestir amanhã porque se escolhesse um vestido, o dia seguinte seria chuvoso e se escolhesse uma camisola de gola alta, amanhã estaria um sol de Agosto. Prefiro ir à janela de manhã e tentar adivinhar o tempo. E, alem disso, por mais que tentemos impor um plano à vida, ela há-de sempre arranjar forma de nos surpreender. E pobre coitado daquele que persiste em escapar-se e impedir a entrada das suas surpresas.
Para mim o melhor da vida está em não sabermos onde, como nem com quem estaremos amanha. E, nesse aspecto, a vida é liberdade. E as respostas aos porquê's acabarão sempre por aparecer e depois vemos que tudo faz sentido.
Mas, os mapas são bons! É preciso saber lê-los (e nesse ponto por vezes tornam-se quase tão ilegíveis como as pessoas). Acabo sempre por me perder naquela mistura de nomes, estradas e números. É quase como uma equação daquelas que nos derretem o cérebro mas que depois no fim nos fazem dizer "ah bem me parecia, também tinha pensado nisso!". E o trabalho que dá dobra-los para que se encaixem perfeitamente no porta-luvas!
Acho que as melhores viagens são aquelas cujo mapa se vai fazendo à medida que a viagem decorre. Viajamos por caminhos indefinidos, onde apenas sabemos o que nos espera no fim, caminhamos parados guiados pela certeza da incerteza do caminho que escolheremos amanhã. Mas seguimos viagem...



Oh say say say

(está quase tão confuso como eu!)

3 comentários:

Jojo disse...

hei-de perder-me sempre naquela maldita saida em Madrid e o meu pai há-de sempre continuar a achar q sou uma co-piloto terrivel! (o q é totalmente mentira)

Daniela disse...

"Para mim o melhor da vida está em não sabermos onde, como nem com quem estaremos amanha" Eu também era uma pessoa feliz se não soubesse qe ia ter a.p às 8 da manha --'
Ahahaha tu um co-piloto terrível? Tu nem o caminho para o castelo dos mouros sabes (tendo placas a indicar o caminho) xD

Jojo disse...

:o q lie! tu é q decides fazer corta-mato..eu estava simplesmente a verificar o caminho...