11 de janeiro de 2009

"Quer o seu casamento de sonho?"


Como dois amores que se despedem com sorrisos e um beijo na bochecha. Nós somos assim. Somos o que poderíamos vir a ser e por enquanto é a isso que nos limitamos a ser. Para meu bem, para teu também. Isso chega-nos. Rimos, damos as mãos. Passeamos numa tarde fria de inverno, onde a única fonte de calor que me chega é a que as tuas mãos emanam. Oh e isso chega-me. Vamos juntos junto ao rio Tejo. Ai e as minhas mãos que fazem-se de teimosas para se manterem frias para que tu as aqueças. "Põe as mãos entre as minhas". Ai e as tuas mãos ganhavam vida própria e procuravam as minhas. E apertavam-nas, com a força da saudade, com a força do momento a ser vivido. E raros eram os momentos em que as nossas bocas se calavam para que o silencio falar. Nem era necessário. Passamos por um processo de conversas cruzadas, em que a conversa que estabelecíamos vocalmente se cruzava com a conversa muda de duas almas que se tocaram por breves instantes. Porque, na verdade, a vida acontece nesses breves instantes. E por momentos não havia Parque das Nações, nem rio Tejo, nem sol de inverno, nem o tempo e o frio deixava de ser tão frio. Mas as 14 da tarde voaram, foram no teleférico para a Terra dos Sem Regresso, perderam-se noutra dimensão e quando voltaram vinham em forma de 17. Tu tinhas de voltar, sair da cápsula. "Vives no teu mundo fechado". Mas, o meu mundo é um livro aberto escrito com tinta de sumo de limão. Tu apenas vês o que queimaste. "Escolhe um destino para irmos". Escolheu enrolar os meus braços à volta dele, escolheu enrolar os dele à minha volta. E a tua estação não devia ter chegado, a minha cabeça habituou-se ao teu ombro.


Pagan Poetry - Björk

(Era a musica que ecoava na minha mente.)

3 comentários:

Anónimo disse...

Para mim, a escritura contente é difícil.
Por favor faça seu melhor.

Daniela disse...

Gosto das tuas histórias de amores e desamores, encontros e desencontros, sorrisos e lágrimas :)

Jojo disse...

toma! Joana-1, chines-0 xD