17 de março de 2009

Some people have real problems...

O que é que procuras? O que sentes? Magoas-te com tanta facilidade. O tempo aborrece-te. Querias puder quebras barreiras do tempo, infiltrar-te pelas suas curvas sinuosas. As tua curvas sinuosas, onde já tantos morreram. És triste. Estás triste. Estás alegremente triste e tristemente alegre. Não entendo o que te vai na cabeça. Não entendo o conteúdo da tua retrospecção. És tão disforme. Carregas veias cheias de pessimismo fluido. Mas sorris. Porque sorris? Na tua inocente ingenuidade possuis esperança. Queres tantas coisas. Tropeças na realidade e cais no sonho. Constrois a tua segurança nas nuvens. Já tentaste descer do teu mini castelo? Eu vivo aqui no mundo dos reais. Oh minha querida! Escondes a tua alma por detrás de grandes muralhas. São transparentes! Consigo ver tudo. Consigo ver-te. Quanto mais te escondes mais descoberta estás. E prossegues nessa marcha de pequenos passos apressados à retaguarda. E caíste! Caíste do maior penhasco. Tens os contornos danificados. És uma presa fácil, com actos mecânicos. Pensas ser espectadora, colocas-te nesse púlpito e espreitas para baixo. Olhas os comuns mortais. Olha como eles morrem. Vê-nos a morrer! Tira-nos as vidas! Mas eu vejo-te. Vejo-te com os teus fantoches. É um jogo que tu já conheces: o de sugar a alma. Mostra-mo! Quero ver o armário onde colocas as almas, alinhadas, sentadas. Ninguém te sente. Não és sentimento de ninguém. Nem características de ar tens! És ausência de matéria. De que te serve a dor? Não a usas. Foges de tudo. Foges de todos. Foges da tua existência. Queres acreditar na tua existência? Faz-te visível. Rompe os pulmões! Já o fizeste antes. Quando se deu a tua implosão, parte de ti ficou vitima debaixo das cinzas. Porque não te plantaste? Terias crescido e hoje serias uma bela flor. És uma flor ao contrário, cresces para baixo, perfurando a crosta terrestre. Vives nas profundezas do que era o teu ser. Desce e vem viver! Oh minha pequena! Ninguém sabe de ti. Já não tens corpo, não tens alma. Estás no limiar da morte, a cinco metros da vida. Matas o ar rarefeito. Afogas-te nos remorsos. Nunca vais ser o que eras! Não podes, não precisas. Como queres escrever historias na tua vida, se trancaste o livro? Não tens falta de tinta, não te falta nada. Tu és a chave. Abre o livro. Vais encontrar vários escritores, vais iniciar novos capitulos. Mas a edição, essa é unica. Um exemplar. Uma vida. Porque é mesmo assim. E vais querer arrancar páginas, mas os livros precisam de um inicio e não podes começar pelo meio. Mexe-te! De que te serve a imortalidade, se acabarás sozinha? Tenho a duração de um suspiro, mas não estou sozinha. Tu tens anos luz e veste-te de vermelho, cor de medo. Pára de persuadir as impossibilidades. Não cries obstáculos. Pára! Olha em frente. Estás tão cega que não vês a tua oportunidade de felicidade. As oportunidades são mortais. Mistura-te na humanidade. Já chega de correres para trás. Dá um passo em frente e atira-te. Deixa-te ser enrolada na suave ternura do finito. Queima o meio ser que és agora e renasce da cidade cinzenta. Minha doce Isabela, o caminho é ascendente.



À parte da Isabela, cujo mundo roda, estático, no sentido contrário. Hoje o dia trocou-me as voltas e foi bom. E também tropecei e comi bolo mutante. Resumindo, por pontos:

Ponto 1:
Felizmente, ultimamente não tenho uma balança perto de mim, para não me assustar. Os enjoos pararam. Tive medo de comer.
Ponto 2:
És tão bonito. Estou fascinada! E, aparentemente, não apresentas ser um problema, o que é novidade para mim e para a minha queda para problemas. E eu sinto que me queres e que gostas de mim, por isso quando me beijas sorrio. Ah tens um dos sorrisos mais lindos que já vi! E olhos sorridentes! Suspiro...
Ponto 3:
Ando cheia de vontade de subir a serra de Sintra a pé. Preciso de contacto com a natureza. E como não me apetece um ponto 4 ponho aqui as ultimas conclusões. O meu ombro direito cheira a mar, a minha irmã é doida e eu gostava que ela conhecesse o Otávio. :)

1 comentário:

Daniela disse...

Ah mas diz lá que o bolo mutante não era bom? Ah pois é bebé :)