7 de novembro de 2009

Haverá sempre coisas deixadas por dizer.
Palavras que nunca serão ditas.
E não importa porque o momento delas passou.

Houve muitas coisas que ficaram por acontecer.
Acções penduradas num cantinho perdido do tempo.
Não importa, porque o meu momento agora é outro.

Houve algumas coisas que se esqueceram de se expressar.
Sentimentos que o mar trouxe e que a areia comeu.
Mas não me importa, porque de momento o que sinto é grande e puro.

Haverá demasiadas coisas que não serão vistas.
Lugares, pessoas, acontecimentos que nunca iremos ver.
E mesmo assim não importa, porque ao acordar vou ver-te a veres-me.

Há muitos sonhos que ainda estão por acontecer.

Há muitos sítios que poderão ser a nossa casa.

Há muitos abraços, muitas noites, muitos beijos, muito frio, muitas manhãs, muitas torradas, muitos sorrisos, muitos risos, muito choro, muito medo, muita vida à espera de ser vivida.
Nada disso me importa, porque quando estamos juntos eu sinto-me completa.



Tudo valeu a pena: a espera, as lutas, as confusões, as desilusões, as intrigas.
Ontem tive uma óptima noite.

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