Às vezes acho que não te mereço, uma tonelada de pensamentos caiem sobre mim. Fico com tanta vontade de me esbofetear por ser tão ridículo da minha parte.
Passei tanto tempo a sonhar com alguém assim, pus o meu corpo a gritar por alguém que me desse a mão e me rasgasse o medo, a insegurança, (des)esperei tanto e 99% das minhas tentativas foram falhanços completos, todos por agua abaixo. Já não havia mais submarinos nem porta-aviões e eu estava a perder esta batalha naval comigo mesma. Depois do nada vieste tu.
E agora dou por mim a ver fotografias e pessoas e a rebaixar-me e a achar que tu podias ter muito melhor. (É tão estúpido!) É como se tivesses tido uma vida cheia de historias fantásticas e interessantes até aqui e eu sou o entrave, o bloqueio. Que historias vamos ter? (Vamos ter muitas mais.)
Sinto um grande nó na garganta, quero engoli-lo e não consigo.
Eu sou só uma rapariga comum, que nasceu num lugar comum e teve uma vida usual. Sou interessante (o suficiente, talvez...)? Tens tantas historias...
Eu não quero pensar nisso, não quero vê-las, vejo tanto futuro em nós, mereces melhor que elas (sacudo a cabeça), não te deram valor, mas eu dou.
Eu vejo como és especial, eu sei quando estás a pensar em algo que te preocupa ou deixa triste, eu sei como ficam os teus olhos ficam quando te ris (e amo-os por isso), eu sei quando te sentes perdido e queres sair daqui, eu sei como é perder conta ao tempo a falar sobre detalhes contigo, eu sei onde tens cocegas e como isso te deixa irritado, sei que numero de sapatos calças, sei como gostas quando eu te beijo e quando eu te faço surpresas, EU SEI COMO ME AMAS e sei que TAMBÉM TE AMO.
E se eu tropeçar e perder o meu brilho, vais lá estar para me ajudares a trazê-lo de volta?
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