15 de novembro de 2009

(no image)

Às vezes acho que não te mereço, uma tonelada de pensamentos caiem sobre mim. Fico com tanta vontade de me esbofetear por ser tão ridículo da minha parte.
Passei tanto tempo a sonhar com alguém assim, pus o meu corpo a gritar por alguém que me desse a mão e me rasgasse o medo, a insegurança, (des)esperei tanto e 99% das minhas tentativas foram falhanços completos, todos por agua abaixo. Já não havia mais submarinos nem porta-aviões e eu estava a perder esta batalha naval comigo mesma. Depois do nada vieste tu.
E agora dou por mim a ver fotografias e pessoas e a rebaixar-me e a achar que tu podias ter muito melhor. (É tão estúpido!) É como se tivesses tido uma vida cheia de historias fantásticas e interessantes até aqui e eu sou o entrave, o bloqueio. Que historias vamos ter? (Vamos ter muitas mais.)
Sinto um grande nó na garganta, quero engoli-lo e não consigo.
Eu sou só uma rapariga comum, que nasceu num lugar comum e teve uma vida usual. Sou interessante (o suficiente, talvez...)? Tens tantas historias...
Eu não quero pensar nisso, não quero vê-las, vejo tanto futuro em nós, mereces melhor que elas (sacudo a cabeça), não te deram valor, mas eu dou.
Eu vejo como és especial, eu sei quando estás a pensar em algo que te preocupa ou deixa triste, eu sei como ficam os teus olhos ficam quando te ris (e amo-os por isso), eu sei quando te sentes perdido e queres sair daqui, eu sei como é perder conta ao tempo a falar sobre detalhes contigo, eu sei onde tens cocegas e como isso te deixa irritado, sei que numero de sapatos calças, sei como gostas quando eu te beijo e quando eu te faço surpresas, EU SEI COMO ME AMAS e sei que TAMBÉM TE AMO.
E se eu tropeçar e perder o meu brilho, vais lá estar para me ajudares a trazê-lo de volta?

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