10 de março de 2011

2 years go by


-Já não se deviam ver à semanas...
-Por acaso não...

O amor é tão fácil, nós somos tão difíceis. Nós, com as nossas personalidades, individualidades, subjectividades.
É mais fácil escrever sobre o amor quando este está contra nós e nós lutamos para o agarrar e ele acaba sempre por nos escapar por um triz. É como aquele autocarro que temos e queremos (quase) desesperadamente apanhar e saímos da estação a correr e quando estamos mesmo a chegar à paragem, o motorista fecha a porta e avança (ou então vai cheio e nem as portas consegue fechar). Perdi tantas vezes o 29, umas vezes de propósito, outras nem tanto.
Procuramos incessantemente a perfeição nas pessoas, vemos isso nelas. Perdemos tantos autocarros porque não correspondem à lista de características que apontamos mentalmente. Acabamos por ficar sós...
Eu vejo tanto disto à minha volta. Acham que só aquela pessoa as vai amar, que é o mais próximo de relacionamento amoroso que irá alguma vez ter.
Eu também já fui assim.
Achei que alguém que estava a quilómetros de distancia me poderia amar como se estivesse ao meu lado. Não resulta., o dia-a-dia mata a expectativa. Acordamos uma manha e a conversa está vazia.
Pusemos duas palas a tapar os olhos e quando decidimos tirar não havia nada à volta, é basicamente isso.
Eu não andava à procura de amor, estava farta de me enganar(em) quando o vi. Foi como se mais nada existisse, é assim que me lembro. Desde aí soube que não iria sair daquela escola sem o conhecer.
Gostava de poder reviver isso outra vez, foi tão bom. Sentir aquela impressão na barriga, fazer sorrisos parvos para o computador (e ser gozada pela minha irmã por isso).
Já passaram dois anos! Já saímos do país, já viajamos dentro do país, fizemos férias em família, piqueniques na praia, piqueniques na floresta, sei lá...

Amo-te como se não te visse à semanas (podes confirmar isso com a tua orelha, aposto que ela se recorda).
Parabéns para nós!

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