25 de fevereiro de 2012

Tenho andado a pensar no que escrever, mas os dedos estão em bloqueio intelectual.
Pedimos à memória para guardar tudo, juntamos pedacinhos de tudo e de nada e guardamos cá dentro. Cá dentro é seguro.
E, por momentos, eu não senti nada. Foi assustadoramente seguro.
(Sempre que escrevo penso que revelo tanto sobre mim e ao mesmo tempo tão pouco.)
Ultimamente anda tudo tão surreal, tudo tão com textura de sonho, quase como um delírio. Sou denunciada pela recordação trazida no joelho.
Mas, até mesmo isso perde a importância.

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