É dela que tenho saudades. Do seu sorriso pesado, pesado pela vida, pelos amores, mas sempre sorridente. Sempre divertida, amorosa. Ela ama incessantemente. É artista.
Tenho mesmo saudades suas, da minha pequena Flor. Ela agora é feliz, ou pelo menos eu julgo que é. Queria ter as suas mãos gordinhas, a capacidade que essas mãos tinham em pôr no papel os sonhos, as esperanças, os pesadelos e os medos. Chega mesmo a ser inveja por as minhas mãos não serem possuidoras de tais capacidades.
Eu vou estar sempre aqui para ela e ela também, apenas não estamos no mesmo sitio. Ou talvez estejamos.
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