A verdade é aquilo que nós queremos que ela seja.
É a plasticina com que moldamos a nossa realidade.
E a realidade é o que mais nos convém.
É a teia em que nos enrolamos.
Não somos nós, somos outra coisa.
Uma coisa nojenta, uma coisa sem valor,
ocos, vazios.
Vivemos para parecer. Temos de parecer.
Não sei o que ganhamos. Começo a ver o que perdemos.
Vivemos para perecer. Vamos perecer.
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